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sábado, 18 de setembro de 2010

HISTÓRIA DAS CIDADES E VALE DO AÇU VI - JUCURUTU

Mantendo grande relação com a povoação da microrregião pelos índios Janduís, Jucurutu é uma cidade que teve sua povoação em torno de aldeamentos dos índios da tribo Jucurutu, estes, descendentes dos Janduís e, ainda, em torno da construção de uma capela em suas localidades.
A história da capela está relacionada com sentimentos de gratidão e de fé. Antônio Batista dos Santos prometeu a São Sebastião que construiria  uma capela em sua homenagem se conseguisse voltar com vitória e em paz das lutas contra Pinto Madeira. Antônio Batista obteve o desejado, voltou vencedor  e ergueu a Capela de São Sebastião. (MORAIS, 2007.p.106)
Na região, existia ainda uma propriedade rural de grande importância, por seu tamanho e fertilidade, chamada São Miguel, que trouxe como conseqüência para a região uma nova denominação, passando a se chamar São Miguel de Jucurutu.
Os níveis de crescimento e desenvolvimento continuaram em altos índices, através das atividades agrícolas e pecuaristas provindas da grande propriedade situada no lugar, além das demais residências dos trabalhadores. Isso trouxe como conseqüência a passagem de povoamento para vila.
O povoado continuou seu ritmo gradativo de desenvolvimento, comprovado por relatório de Alberto Maranhão, escrito ao Governador Pedro Velho, em junho de 1984, informando que o povoado de São Miguel de Jucurutu, localizado à margem do Rio Piranhas, tinha uma igreja, um cemitério, cerca de 30 residências particulares e escolas públicas para moradores do sexo masculino. Em 1928, a localidade alçou à condição de vila do município de Caicó. (MORAIS, 2007.p.107)
Muitas outras atividades começaram a ser encontradas no lugar, como a extração de minérios, que proporcionou o aumento populacional em detrimento das mudanças de pessoas oriundas de municípios e povoamentos. Essas mudanças transformaram o povoamento em mais um município potiguar, inicialmente chamado São Miguel de Jucurutu e, posteriormente, passando a ter a denominação atual, Jucurutu.
Em 11 de outubro de 1935, pela Lei nº 932, sancionada na gestão do Interventor Federal, Mário Leopoldo Pereira da Câmara, São Miguel de Jucurutu teve suas terras desmembradas de Caicó, Santana do Matos e Campo Grande, tornando-se mais um município do Rio Grande do Norte, Três anos depois, em 31 de outubro de 1938, o Decreto nº 603 mudou o nome do município para Jucurutu. (MORAIS, 2007.p.107)
Desde então, o município passou a ser explorado por empresas de vários lugares, fixando seus pólos na região e extraindo os recursos vindos da mineração, aumentando seus índices de desenvolvimento consideravelmente.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

HISTÓRIA DAS CIDADES E VALE DO AÇU - ITAJÁ

Um pernambucano torna-se pioneiro no povoamento da região hoje conhecida como Itajá ao herdar de seu pai grandes lotes de terras, onde se instalou uma fazenda e, esta, começou a ser povoada pelos trabalhadores e pela enorme família do fazendeiro pernambucano que possuía dezenove descendentes oriundo de seus dois casamentos e, estes, por sua vez, perpetuaram ainda mais a família e, com isso, ajudaram no povoamento, surgindo assim o povoamento do Saco.

“A história de Itajá começou com um pequeno núcleo de moradias que surgiu ao redor de uma fazenda de gado, nos idos de 1800. O pioneiro da localidade foi Alferes Guilherme Lopes Viegas, fundador da povoação e proprietário de muitas terras herdadas de seu pai, o Tenente Antônio Lopes Viegas, conhecido como fundador  de Angicos. No ano de 1803, Guilherme Lopes já estava plenamente instalado numa área  por ele chamada de Pernambuquinho, numa referência a Pernambuco, seu Estado de origem. Foi exatamente em torno dessa propriedade, num local onde vários caminhos se encontravam, que nasceu o povoamento do Saco.” (MORAIS, 2007.p.92)

 Como na época a educação só estava difusa sobre o clero, a alfabetização dos moradores foi proporcionada por um padre, chamado Luiz Guimarães, que após uma suspensão passou a morar na localidade. Em seguida, várias outras pessoas deram continuidade ao trabalho dele.

“O educador pioneiro do povoado foi o Padre Luiz Guimarães, que depois de ser suspenso dar ordens, decidiu morar na localidade e trabalhar na alfabetização dos moradores. Esse trabalho foi seguido, em 1940, por outros bravos educadores, com destaque para as figuras dos professores Estevam Egídio Pessoa, Cecília Cândida da Silva e Maria Antonieta da Silva. Mais tarde, em 1955, começava a atuação da educadora Libânia Lopes Pessoa, conhecida por seu trabalho pedagógico junto à juventude local.” (MORAIS, 2007. p.93)

A mudança nominal só veio a ocorrer no ano de 1950, quando passou a denominar-se Itajá, uma nomenclatura tupi-guarani cujo significado é terra de pedras. Em 1970, a terra de pedras começou a obter seu desenvolvimento, com a criação do primeiro pólo cerâmico, por uma iniciativa de João Eudes Ferreira, que sucedeu a instalação da energia elétrica e dos meios de telecomunicações.
O pólo cerâmico ali situado ocasionou um forte e rápido desenvolvimento da cidade. Contudo, a agricultura, extração da cera de carnaúba e da semente de oiticica e uma produção crescente de leite impulsionaram ainda mais esse desenvolvimento, ajudando ainda mais na defesa da autonomia política.
Entretanto, a independência política só veio por meio do, então governador do Estado, José Agripino Alves, com a desmembração do município de Ipanguaçu, tornando-o um novo município potiguar.
Já município, os benefícios econômicos continuaram por proporcionar o crescimento populacional e desenvolvimento econômico de Itajá, uma terra cheia de pedras onde foi possível semear uma economia forte. 

sábado, 11 de setembro de 2010

HISTÓRIA DAS CIDADES E VALE DO AÇU - IPANGUAÇU

A história desse município se origina com a criação de uma fazenda por um coronel com finalidades econômicas a respeito da vegetação propícia para a criação do gado. Então, ali se instalou o homem com sua fazenda, além de seus trabalhadores e as cabeças de gado. De acordo com o crescimento da fazenda, muitos trabalhadores puderam criar certas quantidades de gado, expandindo o uso das terras, originando várias famílias que se adicionavam à mão-de-obra vinda de outras terras para prestar serviços ali, surgindo assim, a comunidade de Sacramento.

Já em outubro de 1757 o coronel Antônio da Rocha Pita possuía três léguas de terra na estrada da Fazenda Sacramento, às margens do Rio Açu. Mas, o pequeno povoamento começou a ser formado quando, em 1815, o coronel Ovídio Montenegro instalou na região uma fazenda de gado. Com a posterior chegada de novos habitantes, nasceu a comunidade de Sacramento. O nome é uma referência à famosa estória contada pelos mais antigos, sobre um vaqueiro que lutou para derrubar uma rês, mas além de não conseguir, caiu do cavalo, levando um tombo fatal. À beira da morte, o vaqueiro é visitado por um sacerdote que,coincidentemente, passava pelo local, e finda recebendo o sacramento da extrema unção. (MORAIS, 2007.p.90)

Característica regional, o solo de caráter fértil proporcionou à comunidade um bom desenvolvimento baseado nas práticas agrícolas e da criação de gado. Os produtos provindos dessas práticas econômicas fizeram acontecer ali atividades de comercialização em uma feira livre, por petição da própria população da comunidade juntamente com Santana do Matos.

O povoado de Sacramento se desenvolveu devido a qualidade de suas terras férteis, boas para a agricultura e para a criação de gado. Nos idos de 1925, por reivindicação da população junto ao do município de Santana do Matos, Sacramento passou a ter feira livre aos domingos. Em 30 de dezembro de 1943, Sacramento conquistou a condição de distrito do município de Santana do Matos, recebendo o novo nome de Ipanguaçu. (MORAIS, 2007.p.90)

Com a ajuda do governador do estado da época, Dr. José Augusto Varela, em 23 de dezembro de 1948, Ipanguaçu desmembra-se de Santana do Matos, passando a ser mais um município potiguar, cujo nome faz relação, segundo alguns, com o nome de um pajé que ajudou na colonização portuguesa e, segundo outros, pela localização, situada entre dois rios de grande porte.

A palavra Ipanguaçu é uma referência ao termo indígena ipãnguaçu, que significa Ilha Grande, nome do pajé guerreiro potiguar que contribuiu significativamente para a colonização portuguesa na região do Potengi e ajudou, no ano de 1599, na fundação da cidade de Natal. Há quem diga, também, que o nome Ipanguaçu pode ter vindo da localização geográfica da cidade, que se encontra entre os rios Açu e Pataxó. (MORAIS, 2007.p.90)

Desde então, a cidade passou a se estruturar em torno de si própria, com suas atividades gerando renda e crescimento, tanto econômico quanto demográfico, encontrando muitos problemas relativos às cheias dos recursos hídricos mas que, com a marca da luta do povo potiguar, passou a ser minimizado com a reconstrução após esses fenômenos naturais. 

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

HISTÓRIA DAS CIDADES E VALE DO AÇU - CARNAUBAIS

Como o próprio nome dá o indício, a cidade teve início devido a presença de carnaubeiras na região, além do solo fértil e das belezas naturais encontradas ali, que fizeram com que seu primeiro habitante se instalasse e, logo em seguida, outro grande nome viesse a construir e começar a urbanização da região.

À frente de Antônio Pereira de Albuquerque, primeiro habitante da localidade, estava uma área com vista ampla, verde e bela, com muitas carnaubeiras ao seu redor, agradável para viver, com terra boa para cultivar. Em seguida chegou Abel Alberto da Fonseca, que iniciou as primeiras construções e foi pioneiro na organização urbanística da povoação que estava nascendo. (MORAIS, 2007 p.60)

Em sua história encontra-se um problema que até hoje atinge a região em que se encontra: o Vale do Açu; mostrando que desde seu passado, a garra do povo encontrava-se atuando na reconstrução das várias residências destruídas pelas enchentes.

No ano de 1924, uma grande enchente destruiu completamente o povoado, deixando a população desabrigada e tomada pelo sofrimento. A comunidade teve de enfrentar sua mais implacável batalha: a reconstrução da localidade e a recuperação das condições de sobrevivência das pessoas. (MORAIS, 2007 p.60)

As mudanças nominais transformaram o povoado em Poço da Lavagem (fazendo relação com as enchentes que aconteciam), sendo sucedido por Santa Luzia, até chegar à nomenclatura atual, a de Carnaubais. Todas estas marcadas por mudanças sociais caracterizadas pela expansão territorial e conquistas relacionadas ao seu crescimento e desenvolvimento.

A localidade recebeu o nome inicial de Poço da Lavagem e posteriormente mudou para Santa Luzia, quando foi erguida sua primeira capela. No ano de 1938 foi oficializada como distrito do município de Assu, e em 30 de dezembro de 1943, teve seu nome mais uma vez mudado, agora para o definitivo Carnaubais. (MORAIS, 2007 p.60)

As condições climáticas favoreciam o desenvolvimento da carnaúba e seus usos para os mais diversos fins, além de proporcionar à agricultura um plantio mais eficaz. Entretanto, além dos aspectos naturais, no desenvolvimento e crescimento da região tiveram participações de nomes influentes para a comunidade nos aspectos religiosos, sociais e culturais.

O povoado foi progredindo com a participação de figuras dedicadas à comunidade, como o Monsenhor Honório, o primeiro vigário; a professora Adalgisa Emídia da Costa; e a incentivadora cultural Celina Moura. Destacou-se também, na luta por sua emancipação política, Olavo Lacerda Montenegro. (MORAIS, 2007 p.60)

Um dos nomes mais influentes dentro da história de Carnaubais foi Aluízio Alves que, em 18 de setembro de 1963, conseguiu um projeto de lei aprovado que transformava o distrito de Assu em uma cidade, isto é, a obtenção da emancipação política do lugar.

HISTÓRIA DAS CIDADES E VALE DO AÇU – ALTO DO RODRIGUES

A história desse município se inicia com a transformação de uma pequena fazenda agrícola, já existente no século XIX, em um povoado, com a influência do capitão Joaquim Rodrigues Ferreira que, aproveitando uma elevação natural do terreno na margem direita do Rio Açu, criou uma grande casa e deu início ao povoamento da região.
O nome da cidade, então, é uma referência tanto à elevação natural quanto ao capitão que começou ali um povoamento.

O nome Alto do Rodrigues, que homenageia a família do fundador da cidade, foi surgindo aos poucos como referência ao lugar onde a casa do fazendeiro estava instalada. Joaquim Rodrigues Ferreira foi fazendeiro e chefe político nos municípios de Macau e Pendências. (MORAIS, 2007.p.26)

Após 1880, a casa deixou de ser a única instalação da região, esta passando a ser ocupada também por casas de taipa pertencentes aos trabalhadores e vaqueiros da fazenda ali situada. A população também aumentou com as famílias que passaram a fixar-se nas proximidades da fazenda pela elevação natural, cansadas de enfrentarem sempre os mesmos problemas provenientes das cheias do Rio Açu.
O pequeno povoado que se formava, começou a introduzir as práticas agrícolas, com o plantio de algodão e a extração da cera da carnaúba; além da pecuária. Contudo, essas práticas beneficiavam, principalmente, Macau, pois na época o povoado era um distrito do município e o mesmo era chefiado pelo capitão. Só em 1853, o povoado passou para a jurisdição do município de Pendências, onde se consagrou por 10 anos o maior centro demográfico dali.
O forte desenvolvimento das potencialidades da região ocasionou ainda mais o crescimento e desenvolvimento da região que, aos poucos, ia aprimorando suas técnicas agrícolas, extrativistas e da criação de gado. Foi em decorrência desse desenvolvimento que, em 1963, o distrito conseguiu sua emancipação política, além dos chefes políticos que governariam a região.

A emancipação política veio em 28 de março de 1963, durante o governo de Aluízio Alves, com Alto do Rodrigues em franco desenvolvimento sendo desmembrado de Pendências por força da Lei número 2859. No dia 14 de abril do mesmo ano foi instalado como município. Seu primeiro administrador, escolhido por nomeação, foi Luiz Moreira da Silva, que governou a cidade por apenas 9 meses, dando lugar ao prefeito eleito em 3 de outubro de 1963, João Fernandes de Medeiros. (MORAIS, 2007.p.26)

Desde então, as mudanças na região foram proporcionando um maior crescimento e valorização. As novas potencialidades descobertas, as técnicas de aprimoramento instaladas só trouxeram mais desenvolvimento e crescimento para o antigo povoado oriundo através da fazenda do capitão.

HISTÓRIA DAS CIDADES E VALE DO AÇU - ASSU

O contexto histórico é de grande importância para o entendimento sobre a configuração social expressa na atualidade, além disso, quando se fala em desenvolvimento é preciso entender os fundamentos que o proporcionou. Portanto, a história das regiões é importante para entender as contribuições para a microrregião do Vale do Açu.
No livro Terras Potiguares, do autor potiguar Marcus César Cavalcanti de Morais, a cidade de Assú é designada como “A vila nova da princesa” e relata as características do município durante toda a história.
Desde seus primeiros povoadores a terra pertencente à essa região era disputada. Os janduís, primeiros habitantes da região, utilizavam de conflitos com os “homens brancos”, em 1650, para não abrirem mão da terra, a qual retiravam tudo que precisavam para sua subsistência.

O homem branco, nessa época, também já marcava presença na tentativa de explorar os potenciais da região, principalmente com a criação de gado, gerando conflitos de interesses com os índios. Enquanto os brancos avançavam na criação bovina, os Janduís consideravam legítima a caça ao gado. Essas divergências deram início a Guerra dos Bárbaro, com grandes combates entre brancos e índios. (MORAIS, 2007. p.34)

Tais conflitos entre os ocupantes das terras proporcionaram uma queda considerável no desenvolvimento da pecuária. Entretanto, com o fim dos mesmos, essa prática econômica passou a crescer em um ritmo acelerado, tornando-se a principal atividade econômica da região, juntamente com a indústria de extração da cera da carnaúba, representando a base econômica da microrregião do Vale.
O ritmo de desenvolvimento acelerado trouxe como conseqüência a transformação da região em um arraial, o Arraial de Nossa Senhora dos Prazeres, transformando-se depois na cidade de Assú, sendo a maior cidade do Vale do Açu.

­­Em 1696, com a presença do Governador da Capitania do Estado, Bernardo Vieira de Melo, foi criado o Arraial de Nossa Senhora dos Prazeres. Era o início da existência de um dos mais antigos municípios do Rio Grande do Norte, e da maior cidade do Vale do Açu. (MORAIS, 2007. p.34)

Então, só em 1766, o nome passa a ser reformulado para Vila Nova da Princesa. O autor coloca esse nome em ênfase para destacar os benefícios trazidos com a nomeação já que, como o próprio Rei de Portugal ordenou a mudança com sua homenagem, as mudanças acarretadas com essa nomeação estruturaram todo um requinte para a sociedade daquela época, trazendo novas visões e novos meios de impulsionar ainda mais o crescimento.
O município foi criado por Ordem Régia de D. José I, Rei de Portugal, no dia 22 de julho de 1766 com o nome de Vila Nova da Princesa, numa homenagem a princesa Dona Carlota Joaquina. (MORAIS, 2007. p.34)

A denominação atual só veio a ocorrer em 1845, quando passou para o porte de cidade grande e quer dizer Aldeia Grande, fazendo relação com uma área de agrupamento que os índios guerreiros da região ocupavam.
Desde então, os processos sociais só se aprimoraram, proporcionando à principal cidade do Vale do Açu um destaque maior em relação às outras, tanto pela maior população, quanto pelo maior desenvolvimento; ambos sendo uma conseqüência da homenagem feita, no passado, pelo rei português.