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sábado, 18 de setembro de 2010

DESCOBRINDO O VALE – LÁGEA FORMOSA: SÃO RAFAEL

Em visita ao município de São Rafael (Vale do Açu), a equipe foi até a Lágea Formosa, propriedade do agropecuarista Joaquim de Barros (mais conhecido como Nem) que herdou a propriedade de seus antepassados.  Antes da caminhada, recebemos informações sobre a propriedade e os ilustres (Aluízio Alves, Câmara Cascudo, a baronesa de Serra Branca, entre outros) que já estiveram no local.
Nas formações geológicas da propriedade, encontram-se inúmeras pinturas rupestres de um valor inestimável, pois permite que nós passemos a conhecer a história dos nossos semelhantes que habitavam aquela região. Na área também já foram encontrados inúmeros fosséis de espécies primitivas da era paleolítica. Por esse motivo recebeu uma intesiva divulgação por parte das principais entidades do Estado, como: IDEMA, IFRN, PROECO, PETROBRÁS, Governo do Estado do RN, FUNCERN, UFRN e CPRM.
Entre as depressões encontradas nas rochas da propriedade, podemos encontrar no período de inverno inúmeras piscinas naturais, formadas pela água que escoa das rochas.
A paisagem é linda, pois a vegetação rústica da caatinga prevalece em meio ao lugar. Pode-se observar desde o mandacaru, o xique-xique, a carnaúba até árvores mais frondosas como o pereiro e frutíferas como a mangueira e o côco da Bahia.

DESCOBRINDO O VALE - LAGOA DO PIATÓ


A Lagoa do Piató localizada no município de Açu-RN (Vale do Açu) recebe principalmente águas do Rio Piranhas-Açu (principal bacia do RN) e já esteve seca aproximadamente 50 anos, mas com algumas cheias e canais construídos a partir de planos governamentais a Lagoa do Piató agora brilha novamente.
Existem cerca de cinco comunidades situadas nas margens da lagoa. Ela está integrada a Floresta Nacional do Açu mostrando assim que além de possuir um contexto turístico a Lagoa do Piató serve como agente de manutenção da fauna e flora da caatinga que dependem existencialmente desse importante manancial.
A piscicultura é atividade em abundância na lagoa além da prática de esportes náuticos inseridos no contexto turístico.

DESCOBRINDO O VALE - ÁGUAS QUE TRANSFORMAM

O Rio Piranhas-Açu se encontra na região Nordeste do Brasil. Na Paraíba o rio é simplesmente conhecido como Piranhas e recebe o acréscimo de Açu após passar pela barragem Armando Ribeiro Gonçalves situada na cidade de Assu/RN.
O rio é uma das principais fontes de renda da região do Vale do Açu, através dele é possível o cultivo de camarão, a piscicultura e devido grande quantidade de matéria orgânica as suas terras tangenciais são bastante férteis, fortalecendo a fruticultura irrigada do local.A pesca também é possível tendo em vista a grande variedade de peixes regionais encontrados no Piranhas-Açu.
Sendo a principal bacia hidrográfica do estado, o rio que deságua em Macau/RN, fornece inúmeras riquezas para o vale fazendo com que terras secas virem férteis, trazendo vida e diversidade onde a fauna é limitada e tornando uma região cada vez mais economicamente fortalecida.  

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

DESCOBRINDO O VALE – ARTESANATO DE PORTO DO MANGUE


Porto do Mangue registra, há mais de 40 anos , uma pequena mas significativa produção de arte em madeira, feita por uma solitária artesã, Maria da Paz Morais, popularmente conhecida como Paizinha.
            Natural de Taipu, aos dois anos ela foi morar em Natal e começou a trabalhar com madeira ainda muito jovem, criando seus próprios brinquedos. “Quando criança, minha família passou por problemas financeiros e como não havia dinheiro para comprar brinquedos, comecei a fazer bonecos de madeira”, conta Paizinha. Desde essa época, a menina pequenina já demonstrava imenso talento: com pedaços de cabos de vassoura, começou a esculpir cabeças, de soldado, marinheiro, índio, e era com esses bonecos que brincava e de maneira lúdica imaginava o mundo.
            Já na adolescência, nova inspiração a faz se especializar em bustos e cria peças de índios e japoneses, trabalho muito delicado e com uma riqueza de detalhes que impressiona. A adolescente se torna adulta e vem mais inspiração: “Nessa fase, passei a esculpir imagens sacras. Me aperfeiçoei também em flores, frutas e gosto muito de fazer talhas. Qualquer peça que estou esculpindo me faz imenso bem e fico muito feliz”, diz com seu sorriso cativante.
            Em 1997 Porto do Mangue participa, pela primeira vez, da FEITERN (Feira de Turismo do Rio Grande do Norte) no Natal Shopping, em Natal, com trabalhos de diversos artistas, dentre eles Paizinha.
            Seu trabalho é sucesso garantido em qualquer feira de artesanato, tendo inclusive participado da FIART (Feira Internacional de Artesanato), também em Natal. “Sinto falta das feiras, pois já faz anos que não participamos por falta de apoio da prefeitura com deslocamento e estadia.”
            Hoje, Paizinha continua criando e fazendo arte, tal qual fazia quando criança, mesmo aos 70 anos.

DESCOBRINDO O VALE - PORTAL DO VALE

Na visita realizada pela equipe a Jucurutu, com o intuito de divulgar o evento e elaborar filmagens para a formação do vídeo, foi possível conhecer muitas belezas da região. Uma destas é o inusitado Portal do Vale: “Um paraíso em pleno sertão nordestino”. O parque aquático está localizado às margens do rio Piranhas-Açu e detém sobre si uma paisagem exuberante que serve como plano de fundo para as fotografias dos turistas que ali veiculam, além de promover o descanso visual com os benefícios naturais encontrados no lugar.
Foi um investimento bem planejado, contando com uma estrutura de 18 quiosques, todos com acesso à portadores de necessidades especiais; 3 toboáguas com tamanhos variados, com o maior medindo 10 metros; além de um playground com vários brinquedos e um espaço amplo para realização de festividades e eventos. Quanto à questão nutritiva, a alimentação está disponível ao público, com tabelas de preços acessíveis e uma culinária com temperos e pitadas que só os moradores conseguem acrescer.
Um lugar que vale à pena conhecer e apreciar, usufruir daquilo que o Vale do Açu possui de melhor, de maneira que traga relaxamento e conforto para seus finais de semana. 

 

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

DESCOBRINDO O VALE – PROJETO CARNAÚBA VIVA.


O projeto Carnaúba Viva, situado no município de Açu, tem como objetivo principal: “Formação e capacitação de quadros profissionais, internos e externos à organização, assessorando grupos formados ou em formação para a geração de renda de forma sustentável, para a divulgação e valorização da cultura nacional e para a educação ambiental.
O projeto desenvolve diversas atividades sociais, desde capoeira, uma biblioteca e até um time de futebol. Desenvolvendo inúmeros projetos de cunho ambiental, a iniciativa Carnaúba Viva conta com projetos como:




  • Proposta de Transferencia de Tecnologias e Desenvolvimentos de Produtos da Carnaúba em comunidades rurais e assentamentos dos municípios de Carnaúbais/RN e Aracati/CE.
  • Gestão de resíduos sólidos produzidos na microrregião do vale do Açu/RN.
  • Árvore da Vida.
  • Culturama.

O projeto conta com parceiros como: Petrobrás, UERN, Grupo de capoeira Cordão de Ouro, GEF Caatinga, SEBRAE, Ministério do Meio Ambiente, Isolenge e Bodega.

DESCOBRINDO O VALE – A CENTRAL DO ARTESÃO.

Em visita ao centro comercial do município de Açu pudemos conhecer a central do artesão, uma iniciativa do governo do Estado em parceria com artesões de toda a região do vale do Açu.
A central do artesão conta com um acervo muito diversificado, utilizando materiais que fazem parte da economia do vale: palha e talo de carnaúba, fuxico, crochê, renda,diversos tipos de cerâmica (telhas, panelas de barro) e madeira.
A central conta com uma funcionária responsável pela venda das peças dos artesões e de anotar a procura da população por determinado artesanato.
Durante a visita, tivemos a oportunidade de conversar com o artesão conhecido como Jota, ele nos explicou a importância da central do artesão para todos eles, pois a mesma escoa boa parte da produção deles que é destinada a venda, falou também que no mês de junho (mês festivo no município) a venda salta para um patamar ainda mais elevado, aumentando sua renda e apresentando a região para outros lugares.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

DESCOBRINDO O VALE - INSTITUTO CHICO MENDES






Em visita ao município de Açu, mais precisamente nas margens da BR 304 –visitamos o Instituto Chico Mendes, que tem como papel principal conscientizar a população das questões ambientais e de fiscalização do tráfico de animais silvestres, da pesca predatória e da extração de areia nos rios.

Fomos acompanhados pelo funcionário José Fernandes (mais conhecido como o Irmão). Ele nos mostrou uma parte da área do Instituto e nos concedeu diversas informações. Sua extenção de área preservada é de 418km², com mata nativa (caatinga) indo desde as margens da BR 304, até a lagoa do piató (zona rural do município de Açu). O instituto emprega cerca de 8 funcionários  e ainda recebe pesquisadores e estagiários oriundos de diversas instituições universitárias do estado (como UERN e UFERSA).
Este instituto abrange as cidades do vale do Açu, fazendo com seu trabalho uma espécie de salvação da biodiversidade da região, atuando contra o tráfico de animais silvestres (principalmentes pássaros oriundos da região), a pesca predatória (peixes em fase imatura, modificando o ecosistema local.
Visitamos também um viveiro de mudas construído numa parceria feita entre a prefeitura municipal do Açu e o Instituto, onde podem ser encontradas além de árvores frutíferas, diversas espécies nativas que serão utilizadas para reflorestar inúmeras áreas do município.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

DESCOBRINDO O VALE – A ÁRVORE DA VIDA

A carnaúba (Copernicia prunifera) é uma árvore da família das Arecaceaes, endêmica do semi-arido do nordeste brasileiro. É conhecida como árvore da vida, pois oferece uma infinidade de usos ao homem: desde a raiz, ao fruto.
As raízes tem função medicinal, pois em sua composição estão presentes substancias que funcionam como um ótimo diurético.
O tronco da planta por ser muito rústico, está presente em muitas construções (principalmente rurais), na forma de telhado ou até de pilares.
A palha da carnaúba, também é matéria prima de muitos dos artesanatos locais, tais como: cestas e vasos. A produção de vassoura também se fixa nesse segmento. Ainda em se tratando de palha, pode ser utilizada na forma de cobertura-morta e de adubação verde, na agricultura.
A cera da palha de carnaúba data sua extração desde antes de 1860 e passou então a ser um produto importante para a economia do Rio Grande do Norte e do vale do Açu, logo após a primeira Guerra Mundial. A produção se concentra nos vales dos rios: Piranhas-Açu e Apodi-Mossoró, cujas margens oferecem uma grande floresta da planta, que fornecerá a palha, que além de multiuso é matéria prima pra cera. A cera é bastante valorizada pela sua diversidade de aplicações na indústria química, como por exemplo: confecção de discos de vinil, graxas, sabões, tintas-vernizes, papel carbono, velas, capsulas de remédios e componentes eletrônicos.
Seus frutos são geralmente utilizados na alimentação animal.

DESCOBRINDO O VALE - O MINÉRIO EM JUCURUTU


Em visita a cidade de Jucurutu-RN (Vale do Açu),  tivemos a oportunidade de conhecer a mineradora MHAG que está desde de 2005 atuando no Brasil.  A empresa fica cerca de 16 quilômetros da zona urbana da cidade, na mina de Bonito, lá observamos a abundância em minério de ferro que é a principal matéria de extração do município e que vem ganhando espaço de destaque ao longo do tempo.



Até o ano de 2015 a empresa MHAG pretende investir R$ 1 bilhão e 600 mil reais em infra-estrutura no Estado do Rio Grande do Norte. Todo o minério de ferro que saí da mina de Jucurutu segue para o Oriente Médio, via porto de Recife. A primeira medida de investimento da empresa será a construção do Porto do Mangue em Macau para melhor exportação do minério para o oriente, tendo em vista a vantagem da grande costa oceânica do RN.
A empresa emprega cerca de 200 pessoas diretamente em Jucurutu, assim o vale ganha força e segue rumo ao desenvolvimento que está constantemente se renovando com a descoberta de novas riquezas.

DESCOBRINDO O VALE – ARTESANATO REGIONAL COM CARNAÚBA


            Em visita ao município de São Rafael-RN (Vale do Açu) descobrimos uma micro produção de artesanato vindo de uma associação de mulheres na qual se utilizam da carnaúba, árvore abundante na região, como sua principal matéria-prima especificamente o talo e palha.
            A associação recebe o nome de “Associação de Mulheres Produtoras de Artesanato do Desterro” devido a sua localização, um pequeno povoado na zona rural de São Rafael chamado Desterro. Seu surgimento veio de uma associação masculina que já existia no mesmo povoado, mas que não recebia muitos incentivos e quando recebia não era investido como se deveria pelos homens participantes, em posição disso as mulheres da comunidade tomaram a iniciativa de criar uma nova associação, dessa vez feminina.
            A iniciativa deu certo e hoje 14 famílias são beneficiadas com os lucros dos produtos artesanais vendidos, que vão desde pequenas cestas de palha até grandes obras de arte com a carnaúba que percorrem não só todo o estado do Rio Grande do Norte mais também outras cidades brasileiras.

DESCOBRINDO O VALE – MUSEU HISTÓRICO DE CARNAUBAIS


No município de Carnaubais-RN (Vale do Açu), encontramos uma riqueza histórica de beleza irradiante. O Museu da Cidade Velha proporciona ao visitante uma amostra de vários componentes antigos da história de carnaubais.
Seu acervo conta com inúmeras fotografias, livros antigos, ferramentas e objetos que se tornaram “passado” diante do avanço tecnológico, mas que deixa intrigado qualquer um que possa estar em presença dos mesmos.
O museu ainda evidencia a história da antiga Carnaubais que em 1974, quando o caudaloso rio Açu teve uma de suas maiores cheias, foi desabitada e as pessoas tiveram de se refugiar em pontos altos da Cidade Velha como a igreja de Santa Luzia. A solução para a cidade, veio através do Governo do Estado e a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), com a iniciativa de levá-la para um ponto mais alto à cerca de 1km de distancia da nova Carnaubais. 
A partir desse passeio histórico é que podemos chegar à atual cidade de Carnaubais.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

VALE DO AÇU (RN)

Recebe o nome de Vale do Açu uma microrregião que pertence à mesorregião do Oeste Potiguar, no estado do Rio Grande do Norte. No ano de 2006, em um censo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população era estimada em 134.253 habitantes, possuindo uma área de 4.708,834 km², onde distribuem-se nove municípios: Assu, Alto do Rodrigues, Carnaubais, Ipanguaçu, Itajá, Jucurutu, Pendências, Porto do Mangue e São Rafael. Ainda, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNDU), em 2003, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) detinha uma média de 0,653. 
Uma forte característica regional é o benefício gerado pelas riquezas naturais ali presentes, tais como um solo fértil e recursos hídricos em abundância. Isso proporciona um desenvolvimento provocado pelo comércio em torno da fruticultura irrigada e frutas tropicais, industrialização da cerâmica, elaboração artesanal da argila comum, produção de gás natural, extração de petróleo, extração da cera da carnaúba, atividade pecuarista, avicultura e extração de determinados minerais. Todas essas atividades econômicas montam o quadro do Produto Interno Bruto (PIB) que, no ano de 2003, era de R$ 624.797.208,00.
No passado, essas terras eram ocupadas por índios da tribo Janduís, que eram nômades e pertenciam à grande nação dos Tapuias ou Cariris. O nome Janduí quer dizer, na língua tupi, ema pequena, que corresponde a uma ave de pequeno porte, de pernas longas e corredeira, muito comum nos largos campos cheio de lagoas e olhos d’água do atual estado. Os índios habitavam a ribeira do Açu e outras regiões do Nordeste, buscando a plena harmonia com o meio ambiente, retirando dele somente aquilo necessário para a sua sobrevivência, alimentando-se da caça, da pesca e da coleta de frutos, raízes, ervas e mel silvestre, cultivando a lavoura de subsistência, onde plantavam principalmente o milho, o jerimum e a mandioca.
Um documento que molda a região antiga é o relato de Jorge Marcgrave, que veio ao Brasil em 1638, em uma missão científica e, ao chegar ao país, destinou-se à região, onde fez o seguinte relato: 

"Este rio também chamado de Otshunogh, penetra, no continente , em direção ao Austro numa distância de mais de 100 milhas. A uma distancia de mais de vinte e cinco milhas do litoral, acha-se o grande lago Bajatagh, com grande quantidade de peixes. À esquerda deste, em direção ao nascente, acha-se outro chamado de Igtug, pelos indígenas, mas ninguém penetra nele, por causa dos peixes que mordem e são muito inimigos dos homem. A este fica adjacente ao vale Kuniangeya, tendo comprimento de 20 milhas e a largura de duas. Atravessa-o rio Otshunogh, abundante de peixes: aí se encontra grande abundancia de animais silvestre.”

Em seu relato, o vale Kuniangeya corresponderia ao Vale do Açu, além disso Otshunogh, Bajatagh e Igtu seriam, respectivamente, o rio Açu, a Lagoa do Piató e a Lagoa Ponta Negra, grandes depósitos de belezas naturais por onde passam turistas até hoje.
Logo em seguida, vieram os nobres com a finalidade de explorar determinadas regiões, causando modificações com a instalação de fazendas, transformando-se em povoados, distritos e, só então, em municípios. Essa parte da história, fica expressa nos relatos individuais de cada município pertencente à microrregião.